Colaboração: entenda as fases da sua empresa

Colaboração em equipe. Como a colaboração melhora o desempenho da empresa

Na semana passada, publicamos a primeira parte da nossa reflexão sobre como o trabalho colaborativo pode transformar positivamente o dia a dia de uma empresa. E refletimos sobre como os líderes são os principais responsáveis por instituir uma cultura colaborativa em seus negócios e permitir que cada participação de torne sempre relevante dentro desse ambiente hierarquicamente mais “horizontal”.

Agora, queremos destacar as etapas que envolvem essa mudança dentro de uma empresa para que você possa avaliar se a sua atitude está, de fato, construindo uma organização genuinamente colaborativa ou se essa mudança de cultura ainda é algo apenas superficial. Sim, este é um momento de auto avaliação e autocrítica, o que, apesar de complicado, por ser fundamental para que você passe a ver as mudanças que estão realmente acontecendo. E para que seus colaboradores possam também entender para onde estão caminhando e se estão chegando lá.
 

Avaliando os níveis de colaboração

 
Embora muitas empresas já tenham a consciência do valor do trabalho colaborativo, muitas ainda engatinham nessa direção – o que não necessariamente é um ponto negativo, mas apenas um indicativo de que esse processo ainda se encontra numa fase inicial.

Para quem se identifica com esse primeiro nível, o importante é não tapar o sol com a peneira e admitir que há muito trabalho a ser feito até que as coisas avancem. Assim, uma atitude fundamental é trabalhar no engajamento das equipes, garantindo o envolvimento de todos em direção à transformação.

O segundo nível é aquele no qual existe uma falsa impressão de que a colaboração se dá de forma efetiva. Neste estágio, as empresas já estão em meio a um movimento de mudança e engajamento, porém o processo ainda tem muito a ser desenvolvido. É preciso se aprofundar, mostrando que o trabalho em equipe deve ir muito além de um quadro de missão e valores na parede e se refletir em atitudes que comprovem na prática toda essa motivação.

Por fim, há organizações que já se encontram em um estágio avançado no que diz respeito a colaboração. Um nível de cooperação em que cada um, conhecendo seus papéis, responsabilidades e objetivos, são capazes de contribuir com a empresa tanto nos bons quanto nos maus momentos. E também um estágio em que os gestores refinam sua capacidade de liderança ao mesmo tempo em que desenvolvem uma habilidade cada dia maior de delegar e distribuir tarefas.

Nesta etapa, o conceito de equipe vai muito além de um grupo que trabalha numa mesma área, mas revela pessoas unidas em torno de um mesmo objetivo e que irão tanto receber os méritos de suas conquistas quanto contornar os eventuais erros cometidos pelo caminho, em conjunto.
 

Novas metas, agora coletivas

 
Como falamos, a união em torno de metas e objetivos em comum deve agora gerar uma motivação diferenciada. Se antes havia apenas interesses pessoais, hoje, com o estímulo à colaboração, os profissionais passam a se esforçar para colaborar com o sucesso da empresa como um todo. E isso não quer dizer que não possam se destacar individualmente. Pelo contrário.
O profissional sabe que pode fazer a diferença sozinho, mas é com os seus colegas que irá gerar um maior impacto. A troca e a colaboração, então, se tornam uma oportunidade de maior crescimento e de alcance de resultados.

Mas nada disso será de fato efetivo caso as metas não estejam bem definidas e difundidas pela liderança. No texto da semana passada, destacamos o valor da boa comunicação com as equipes nesse sentido, e também não podemos nos esquecer da objetividade com a qual essas metas são determinadas e, seus resultados, acompanhados. Para observar melhor o progresso da equipe, ferramentas como o ERP – e seus relatórios de desempenho e organização de dados – podem contribuir muito com o trabalho do líder em seu esforço para direcionar os profissionais no cumprimento de seus objetivos.

Em paralelo, aposte no feedback. Afinal, de nada adianta uma coleta de informações se o profissional não terá acesso a uma orientação para seguir com seu processo de trabalho ou modificar a forma como vem atuando.

Apesar de todas essas iniciativas exigirem tempo e dedicação, temos certeza de que as empresas podem conquistar uma colaboração verdadeira dentro da organização. E o primeiro passo é entender e respeitar o momento em que a sua se encontra para tomar as melhores decisões a caminho da colaboração.

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