Ofereça um feedback realmente transformador

Feedback. De acordo com o dicionário: reação a um estímulo; efeito retroativo. E, sim, o feedback nada mais é do que uma consequência – positiva ou negativa – à ação de uma outra pessoa. No nosso caso: da atitude de um colaborador quando exposto aos olhares de um superior ou de um colega que possa avaliá-lo.

E, quando falamos sobre “reação”, logo vem à mente algo imediato ou, preferencialmente, num intervalo de tempo em que os fatos ainda estejam frescos na memória e sejam relevantes. É por isso que a regra número 1 do feedback para um funcionário é não perder o timing para abordar um determinado assunto, seja uma crítica, uma orientação ou um merecido elogio.

Se o principal propósito do feedback é contribuir com o desenvolvimento de um profissional, vamos discutir aqui como fazer com que essa contribuição seja realmente efetiva e quais habilidades você pode unir a esse timing perfeito para poder oferecer aos seus funcionários avaliações sempre construtivas.
 

Antes de mais nada, esteja seguro e confortável

 
Sim, nada melhor do que ter a certeza de que o que você tem a dizer certamente terá valor para quem irá ouvir. O bom feedback é assim: assertivo – ou seja, direto, sem violar os direitos do outro –, empático e, claro, direto ao ponto. E quando o gestor está confortável com as informações que transmitirá e a forma como irá fazê-lo, tudo tende a correr de forma bastante natural.

É por isso que costumamos dizer que feedback não deve ser uma reunião agendada, um compromisso ou um momento que cause tensão nos envolvidos. Esse processo deve buscar a leveza, mesmo que envolva o apontamento de erros (o que deve gerar, como consequência, uma busca pelo aprimoramento para saná-los).

Reiteramos a questão do retorno imediato: se uma determinada ação não foi praticada da maneira adequada, discuta na hora, com seu colaborador, a melhor forma de corrigi-la ou de trabalhá-la de uma maneira diferente numa próxima oportunidade. Assim, você ajuda a transformar uma falha em conhecimento e ainda estimula o funcionário em direção ao crescimento.
 

Seja claro e específico

 
Colaboradores, em sua grande maioria, preferem ser tratados de forma personalizada e não como mais um no meio da multidão. Portanto, ao fornecer o seu feedback, busque fazer suas críticas de forma direcionada. Antes de mais nada, procure conhecer bem a sua equipe para que a solução oferecida a cada um desses integrantes tenha a ver com suas capacidades específicas.

Além disso, a clareza deve ser um elemento fundamental do seu discurso. Exigir melhorias de forma vaga não ajudará o funcionário a corrigir seus erros, assim como um “você está indo muito bem” tampouco lhe mostrará suas principais habilidades e como foi capaz de demonstrar seu comprometimento e apresentar um bom trabalho.

Vale também destacar que em nenhum momento a conversa deve ser levada à esfera pessoal. Evite rodeios, conquiste a confiança do profissional, evite formalidades, seja firme – porém próximo e disposto a ajudar – e mostre que você é um parceiro de sua melhoria.
 

Objetividade é ouro!

 
Sim, já falamos sobre clareza, mas é importante reforçar o quanto a objetividade é uma aliada do seu feedback e, especialmente, do entendimento do funcionário. Para que ela seja sempre alcançada, treine algumas habilidades fundamentais:

  • Evite os prefácios e as imensas contextualizações. Vá direto ao assunto;
  • Assim como em uma discussão de relacionamento, evite as acusações e siga pelo caminho da primeira pessoa, ou seja: mostre como você se sente em relação a algo ou como enxerga uma dada atitude, em vez de apontar dedos em direção ao outro;
  • Indique as melhores formas de mudança com clareza e, obviamente, considerando as possibilidades do funcionário;
  • Aproveite para gerar motivação. Mostre, com o seu discurso, que você acredita na capacidade do colaborador. Não lhe peça para “tentar acertar” da próxima vez; mostre que ele irá, de fato, obter sucesso;
  • Demonstre interesse posteriormente. Acompanhe esse funcionário e reforce seus pontos de atenção periodicamente. Aplique o feedback no dia a dia da empresa e faça disso uma rotina positiva e estimulante.

 

Fonte de apoio: Revista Exame

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